
Founders dos EUA levam produto para o Brasil: o que diz a CI&T
Por Redação News Responsivo · Studio Responsivo
· 4 min de leitura
Segundo pesquisa da CI&T com mais de 200 líderes de tecnologia dos EUA, 76% planejam ampliar a contratação nearshore nos próximos dois anos e 60% já estão movendo orçamento de offshore para a América Latina. O motivo citado não é só custo: é colaboração em tempo real, velocidade e talento em IA.
- 76%
- dos líderes de tecnologia dos EUA vão ampliar contratação nearshore em dois anos
- 60%
- já estão movendo orçamento de offshore para a América Latina
- 90%
- confiam muito no talento em IA da América Latina
Durante anos, o caminho padrão de uma empresa americana para terceirizar software foi a Índia ou o Leste Europeu. Mais barato, mas com um custo escondido: o time do outro lado trabalhava enquanto o cliente dormia. A pergunta feita às 10h só tinha resposta no dia seguinte.
Uma pesquisa publicada pela CI&T, empresa de serviços de tecnologia, mostra que esse padrão está mudando. O relatório Nearshoring for the AI Era, divulgado em 7 de abril de 2026, ouviu líderes de tecnologia dos EUA sobre onde pretendem contratar nos próximos anos. A América Latina aparece no centro da resposta.
O que a pesquisa da CI&T encontrou
A CI&T entrevistou mais de 200 CIOs, vice-presidentes e diretores de empresas americanas entre o quarto trimestre de 2025 e o primeiro de 2026. Os números principais:
- 76% planejam ampliar a contratação nearshore nos próximos dois anos.
- 60% já estão movendo orçamento de offshore para a América Latina.
- 90% dizem ter alta confiança no talento de IA da região.
- 90% afirmam que o caminho para ter sucesso com IA passa por alinhamento de “one-team” (um time só), e não apenas por desenvolvedores mais baratos.
Vale uma ressalva: o relatório é patrocinado pela CI&T, que vende exatamente esse serviço. Os números são úteis como sinal de direção, não como verdade neutra.

Por que o motivo deixou de ser só custo
O relatório resume o modelo antigo numa frase dura: “traditional offshoring still operates at a 20th-century pace” (o offshore tradicional ainda opera num ritmo do século 20). O argumento é que, com IA no meio do trabalho, o ciclo de decisão encurtou. Um protótipo que levava semanas agora sai em dias. Se cada ajuste depende de um fuso de 10 horas, o ganho de velocidade se perde na espera.
Segundo a pesquisa, executivos dizem que o nearshore entrega “strategic insights” (visão estratégica) em vez de apenas “cost savings” (economia). Na prática, isso significa um parceiro que participa da decisão de produto, não só da execução de tarefas.
O outro número de 90% da pesquisa vai na mesma direção. Quase todos os líderes ouvidos dizem que o sucesso com IA depende de o time externo funcionar como parte do time interno. Isso muda o que se compra. Não é mais um pacote de horas de desenvolvedor a preço baixo. É um grupo que entende o negócio, participa das reuniões e responde pelo resultado junto com quem contratou. Para um founder, a pergunta deixa de ser “quanto custa a hora?” e passa a ser “quem vai pensar o produto comigo?”.
Por que o Brasil entra nessa conta
Três fatores colocam o Brasil na conversa quando um founder americano pensa em produto:
- Fuso. Boa parte do Brasil fica a poucas horas da costa leste dos EUA. Dá para ter reunião de manhã, ajuste à tarde e versão nova no fim do dia, todo mundo acordado.
- Experiência com produto digital. O Brasil tem um mercado grande de apps, fintechs e SaaS, com profissionais acostumados a lançar para milhões de usuários.
- Custo. Não é o único motivo, como a própria pesquisa mostra, mas continua pesando para um founder que conta cada mês de caixa.
O que um founder americano deve checar antes de contratar no Brasil
Contratar a distância continua sendo um risco. O fuso resolve a espera, não resolve a falta de método. Antes de assinar, vale conferir:
- Escopo escrito. O que entra na primeira versão e o que fica de fora, em telas e fluxos.
- Prazo no contrato. Data escrita, não estimativa falada em reunião.
- Preço fechado. Com o escopo definido, o preço deveria ser um número, não uma faixa de horas.
- Quem constrói. Fale com as pessoas que vão desenhar e programar, não só com quem vende.
- Histórico verificável. Casos com nome, prazo e resultado, de preferência com clientes de outros países.
O que isso muda para você
Se você é founder nos EUA e está decidindo onde construir o seu produto, a pesquisa da CI&T confirma uma tendência: líderes de tecnologia estão trocando distância por proximidade de fuso. Mas a escolha do país é só o primeiro filtro. O segundo é o parceiro.
Se você é founder no Brasil, a notícia também é sua. Investidores e clientes americanos estão mais abertos a times brasileiros, o que vale tanto para contratar quanto para vender.
Como fazemos no Studio
O Studio Responsivo foi fundado em 2014 por Leonel Rocha, em Fortaleza. São mais de 600 projetos, para clientes em 13 países. Trabalhamos com preço fechado depois do diagnóstico e prazo escrito no contrato, e atendemos no máximo [três] projetos ao mesmo tempo.
Um exemplo de projeto entre países: a LCX, empresa de turismo com operação em mais de 10 países da América do Sul, tinha um sistema por país. Unificamos tudo num sistema só, no ar em 29 dias. [Clientes do Studio nos EUA e idioma de atendimento]. Uma versão deste texto em inglês está [a publicar].
Se você quer colocar seu SaaS no ar com um time brasileiro no mesmo fuso, o nosso serviço de sistemas e SaaS começa pelo diagnóstico.
Perguntas frequentes
Por que contratar no Brasil e não na Ásia ou no Leste Europeu?
O principal argumento da pesquisa é colaboração em tempo real. Boa parte do Brasil fica a poucas horas dos fusos dos EUA, o que permite reunião no mesmo dia e decisão sem esperar a madrugada do outro lado.
Um estúdio brasileiro consegue atender em inglês?
Precisa conseguir, e isso deve ser testado na primeira conversa. Pergunte quem vai participar das reuniões e peça para falar com essa pessoa antes de assinar.
Como funciona contrato e pagamento com um estúdio no Brasil?
Em geral, contrato em inglês, pagamento em dólar e escopo fechado por fase. O que importa é que preço, prazo e entregas estejam escritos antes de começar.
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