
Refazer o site da empresa: 7 sinais de que chegou a hora
Por Leonel Rocha · Product Designer
· 6 min de leitura
Chegou a hora de refazer o site quando ele é lento ou ruim no celular, não gera contato, não aparece no Google nem nas IAs, depende de plugins sem atualização ou só um fornecedor consegue mexer nele. Segundo o Web Almanac 2025, só 48% dos sites passam nas três métricas de experiência do Google no celular. Se o seu site tem três ou mais desses sinais, ajustar costuma sair mais caro do que refazer.
Chegou a hora de refazer o site quando ele é lento ou ruim no celular, não gera contato, não aparece no Google nem nas IAs, depende de plugins sem atualização ou só um fornecedor consegue mexer nele. Segundo o Web Almanac 2025, só 48% dos sites passam nas três métricas de experiência do Google no celular. Se o seu site tem três ou mais desses sinais, ajustar costuma sair mais caro do que refazer.
- 48%
- dos sites passam nas três métricas de experiência do Google no celular (Web Almanac 2025)
- 91%
- das novas falhas de segurança do ecossistema WordPress em 2025 estavam em plugins (Patchstack)
- 5 horas
- é o tempo mediano entre a falha divulgada e o primeiro ataque, nas mais exploradas (Patchstack)
Quase todo dono de empresa sabe que o site está ruim antes de admitir. Ele evita mandar o link para um cliente novo. Pede para o vendedor mandar o PDF em vez do site. Responde “estamos atualizando” quando alguém comenta. O site continua no ar, mas parou de trabalhar para a empresa.
A dúvida que vem depois é sempre a mesma: dá para consertar ou é hora de refazer? Este texto ajuda a responder com critério, não com gosto. São sete sinais. Se o seu site tem um ou dois, talvez um ajuste resolva. Se tem três ou mais, remendo vira gasto recorrente, e refazer costuma sair mais barato.
Por que o site envelhece mesmo sem ninguém mexer
Site não envelhece por causa da moda. Envelhece porque o mundo em volta dele muda: o Google mudou a forma de ler as páginas, o celular virou a tela principal, as IAs passaram a responder perguntas que antes levavam ao seu site, e os plugins que ele usa continuam recebendo falhas de segurança novas toda semana.
Dois números mostram o tamanho disso. O Web Almanac 2025 do HTTP Archive, publicado em janeiro de 2026 com dados de julho de 2025, mostra que só 48% dos sites passam nas três métricas de experiência do Google (Core Web Vitals) no celular. No computador, são 56%. Ou seja: metade dos sites ainda entrega uma experiência que o próprio Google considera ruim na tela onde a maior parte das pessoas pesquisa.
E o relatório de segurança de 2026 da Patchstack contou 11.334 novas falhas de segurança no ecossistema WordPress em 2025, alta de 42% sobre 2024. Site parado não é site seguro.
Os 7 sinais de que é hora de refazer o site

1. Ele é lento ou ruim no celular
Abra o seu site no celular, fora do Wi-Fi do escritório. Se demora, se o texto pula enquanto carrega ou se o botão fica pequeno demais para o dedo, o cliente sente o mesmo.
Isso pesa também no Google. A documentação do Google Search Central é direta: o buscador usa a versão para celular do seu site para indexar e ranquear, e “só o conteúdo mostrado no site para celular é usado na indexação”. Se a versão mobile esconde informação ou funciona mal, é ela que o Google avalia.
O Web Almanac aponta onde a maioria trava: no celular, só 62% dos sites têm um carregamento do maior elemento da tela (LCP) considerado bom. É a métrica que mais reprova. Já mostramos aqui quanto a velocidade muda a conversão de uma página.
2. Ele não gera contato
O site recebe visita, mas o telefone não toca e o formulário não chega. As causas comuns: formulário longo, botão de WhatsApp escondido, nenhuma prova de que a empresa entrega (cases, depoimentos, números), texto que fala da empresa e não do problema do cliente.
Dá para testar um formulário novo no site atual. Mas quando o problema está na estrutura inteira, com páginas que não levam a lugar nenhum, o ajuste não resolve.
3. Ele não aparece no Google nem nas IAs
Se você pesquisa o que vende, na sua cidade, e o seu site não aparece, o problema pode ser conteúdo, pode ser técnico ou os dois. Sites antigos costumam ter títulos repetidos, páginas sem texto, imagens pesadas e nenhum dado estruturado.
E agora existe uma segunda vitrine: ChatGPT, Gemini e Perplexity respondem perguntas de compra citando sites. Página que não responde perguntas claras, com dados e fonte, raramente é citada. Escrevemos sobre os motivos mais comuns de o site não aparecer no Google.
4. Ele depende de plugins velhos
Segundo a Patchstack, 91% das novas falhas de segurança do WordPress em 2025 estavam em plugins e 9% em temas. Só 6 estavam no núcleo do WordPress, e de baixa prioridade. Dois números do mesmo relatório preocupam mais: 46% das falhas não tinham correção do desenvolvedor quando foram divulgadas, e nas falhas mais exploradas o tempo mediano até o primeiro ataque foi de 5 horas.
Na prática: se o seu site roda com vinte plugins, metade sem atualização há anos, e ninguém sabe quais podem ser removidos, você tem um risco aberto. Às vezes dá para limpar. Quando o site depende desses plugins para funcionar, refazer com menos peças é o caminho mais seguro.
5. Só uma pessoa consegue mexer nele
O fornecedor que fez o site sumiu, ou é o único que sabe onde fica cada coisa. Trocar um telefone leva uma semana. Você não tem a senha da hospedagem, e o domínio está no CPF de alguém que não trabalha mais com você.
Isso não é detalhe técnico. É a empresa sem controle de um ativo dela. Num site novo, domínio, hospedagem, código e acessos precisam ficar em nome da empresa desde o primeiro dia.
6. O site não conta o que a empresa vende hoje
A empresa mudou e o site ficou. Serviço novo que não aparece, serviço que você não faz mais e continua lá, fotos de uma equipe que já mudou, preço ou condição antiga. O cliente chega pelo site com uma expectativa errada, e o vendedor gasta a primeira conversa corrigindo.
Quando a oferta mudou de verdade, não é revisão de texto. É reorganizar páginas, caminhos e chamadas em torno do que você vende agora.
7. Cada ajuste custa caro e demora
Esse é o sinal que resume os outros. Se cada pedido simples vira orçamento, se mudar uma seção quebra outra e se a manutenção mensal já se aproxima do valor de um projeto novo em um ou dois anos, a conta virou. Você está pagando para manter algo que não entrega.
Ajustar ou refazer: como decidir
Uma regra simples ajuda:
- Um ou dois sinais, isolados: ajuste. Troque o formulário, comprima as imagens, reescreva a home, tire os plugins que sobram.
- Três ou mais sinais: refaça. Cada ajuste vai esbarrar na mesma base, e você paga várias vezes pelo que um projeto resolve de uma vez.
- Sinal 4 ou 5 presente: trate antes de tudo. Falha de segurança e falta de acesso não esperam o próximo trimestre.
Antes de decidir, meça. Rode o PageSpeed Insights no celular, veja no Google Search Console quais páginas trazem visita e conte quantos contatos o site gerou nos últimos três meses. Esses números viram a base do orçamento e servem para comparar o site novo com o antigo depois.
O que não pode se perder na troca
Refazer não é apagar e começar. Três cuidados evitam que o site novo nasça pior que o antigo:
- Endereços que já trazem visita: mantenha ou redirecione cada um para a página nova equivalente. Sem isso, você perde posição no Google.
- Conteúdo que funciona: página que ranqueia ou converte entra no site novo, revisada, não descartada.
- Medição desde o primeiro dia: analytics e eventos de contato configurados antes de publicar, para saber se o site novo rende mais.
Se você ainda está montando a conta, vale ler o que entra no preço de um site profissional antes de pedir propostas.
Como fazemos no Studio
Começamos pelo diagnóstico: o que o site atual entrega, o que trava e o que precisa gerar. Depois disso vem o preço fechado e o prazo escrito no contrato. O site novo sai pensado primeiro para o celular e para ser encontrado no Google e nas IAs.
Usamos Figma e Claude Code no design e no build, com a equipe de devs do próprio Studio. Código, arquivos, domínio e acessos ficam em nome da sua empresa. Sou Product Designer há mais de dez anos, e o Studio já colocou no ar mais de 600 projetos desde 2014, em 13 países.
Se o seu site já mostra três desses sinais, traga o endereço dele e os números que você tem para um diagnóstico no serviço de criação e redesign de sites do Studio.
Perguntas frequentes
Refazer o site faz eu perder posição no Google?
Pode fazer, se as páginas mudarem de endereço sem redirecionamento. Um site novo bem planejado mantém os endereços que já trazem visita ou redireciona cada um para a página equivalente, e sobe já com títulos, velocidade e dados estruturados em ordem.
Vale mais ajustar o site atual ou fazer um novo?
Ajustar vale quando o problema é pontual, como um texto fraco ou um formulário quebrado. Quando o site tem três ou mais sinais desta lista, cada ajuste esbarra na base antiga e a conta de remendos passa a conta de um site novo.
De quanto em quanto tempo uma empresa deve refazer o site?
Não existe prazo fixo. O que manda é o resultado: se o site deixou de gerar contato, ficou lento no celular ou não acompanha mais o que a empresa vende, é hora de refazer, tenha ele dois ou oito anos.
O que eu preciso levar para pedir orçamento de um site novo?
Acesso ao site atual e ao Google Analytics ou Search Console, a lista de páginas que trazem visita, o que o site precisa gerar (orçamento, venda, cadastro) e o que você vende hoje. Com isso, o diagnóstico separa o que fica, o que sai e o que muda.
Fontes
Serviço relacionado
Sites e landing pages
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