
Migrar o site sem perder posição no Google: o passo a passo
Por Leonel Rocha · Product Designer
· 7 min de leitura
Para migrar o site sem perder posição no Google, mapeie cada endereço antigo para o novo, configure redirecionamentos permanentes (301 ou 308) no servidor, atualize sitemap e links internos e acompanhe o Search Console nas semanas seguintes. O Google avisa que oscilação temporária é normal e pede que os redirecionamentos fiquem no ar por pelo menos 1 ano.
Para migrar o site sem perder posição no Google, mapeie cada endereço antigo para o novo, configure redirecionamentos permanentes (301 ou 308) no servidor, atualize sitemap e links internos e acompanhe o Search Console nas semanas seguintes. O Google avisa que oscilação temporária é normal e pede que os redirecionamentos fiquem no ar por pelo menos 1 ano.
- 523 dias
- em média para um domínio novo recuperar o tráfego do antigo, em 892 migrações analisadas pela Search Engine Journal
- 17%
- das migrações de domínio do estudo não recuperaram o tráfego nem depois de 1.000 dias
- 1 ano
- é o mínimo que o Google recomenda manter os redirecionamentos no ar
Você decidiu refazer o site. Talvez troque o WordPress por código próprio, mude o domínio depois de uma troca de marca ou reorganize as páginas de serviço. O site novo fica mais bonito e mais rápido. Duas semanas depois, o telefone toca menos. Quem procurava você no Google agora cai numa página de erro.
Isso acontece porque o Google não sabe, sozinho, que a página antiga virou a nova. Ele leva anos para associar um endereço a uma busca. Se o endereço some sem aviso, essa história some junto. Migrar sem perder posição não depende de sorte. Depende de um roteiro que o próprio Google publica, e de alguém que execute esse roteiro com cuidado antes de apertar o botão.
Quanto tráfego um site perde numa migração mal feita
O dado mais citado vem de um estudo publicado pela Search Engine Journal em janeiro de 2025, assinado por Dan Taylor. Ele analisou 892 migrações de domínio, de SaaS a lojas virtuais e escritórios de advocacia. Em média, o domínio novo levou 523 dias para alcançar o tráfego orgânico estimado do antigo. E 17% das migrações não voltaram ao nível anterior nem depois de 1.000 dias.
Os números pedem leitura cuidadosa. O estudo trata só de troca de domínio, o tipo mais arriscado de migração. Usa estimativas de ferramentas de terceiros, não dados internos dos sites. E não separa migrações bem feitas das mal feitas. Mesmo assim, o recado é claro: trocar de endereço sem plano pode custar mais de um ano de visitas. Para uma empresa que recebe pedidos de orçamento pelo site, isso vira receita perdida.
Que tipo de migração você está fazendo
Antes de qualquer passo, defina o que muda. Cada caso tem um risco diferente:
- Só a hospedagem. Os endereços continuam iguais e muda o servidor. É o caso mais simples.
- Plataforma ou redesign com novos endereços. Você sai de um construtor ou de um tema antigo, e as páginas ganham URLs novas. Por exemplo,
/index.php?page=servicosvira/servicos/. - Troca de domínio. A empresa mudou de nome ou comprou um domínio melhor. Todas as URLs mudam.
- HTTP para HTTPS, ou com e sem “www”. Os endereços mudam de forma técnica, sem mudar o conteúdo.
Se você está no segundo ou no terceiro caso, o artigo sobre os sinais de que chegou a hora de refazer o site ajuda a confirmar se a troca vale o risco. Na maioria das vezes vale. Só não pode ser feita no improviso.
O roteiro do Google, em linguagem de quem contrata
A documentação do Google sobre mudanças de site com troca de URL, atualizada em agosto de 2026, resume o processo em cinco etapas: preparar e testar o site novo, mapear os endereços antigos para os novos, configurar os redirecionamentos no servidor, iniciar a mudança e acompanhar o tráfego dos dois sites.

Na prática, para quem vai pagar o projeto, isso vira cinco pedidos concretos ao fornecedor.
1. Uma planilha com todos os endereços antigos
Antes de mexer no site, alguém precisa listar todas as páginas que existem hoje. Não só as do menu. Entram também posts de blog antigos, páginas de campanha, PDFs e imagens que recebem visita. As fontes são o sitemap atual, o Search Console e uma ferramenta de rastreamento. Ao lado de cada endereço antigo vai o endereço novo correspondente. Página sem equivalente aponta para a mais parecida, nunca para a home por padrão.
2. Redirecionamento permanente, feito no servidor
O Google distingue dois tipos de redirecionamento. Os permanentes (códigos 301 e 308) dizem que a página mudou de vez, e o Google passa a mostrar o endereço novo nos resultados. Os temporários (302, 303 e 307) dizem o contrário: a página antiga continua sendo a principal. A página do Google sobre redirecionamentos pede que o permanente seja usado quando “você tem certeza de que o redirecionamento não será revertido”. Redirecionamento por JavaScript só deve entrar quando não houver outra saída.
Peça para ver a lista de redirecionamentos funcionando num ambiente de teste antes da virada. Um erro aqui é o motivo mais comum de queda depois de um redesign.
3. Sitemap novo, links internos e canônicos atualizados
O site novo precisa sair com um sitemap só com os endereços novos, enviado no Search Console. Os links internos devem apontar direto para as URLs novas, sem passar por redirecionamento. As tags canônicas e, se o site tiver mais de um idioma, as marcações hreflang também precisam ser revisadas.
4. Aviso formal ao Google, quando muda o domínio
Se a troca for de domínio, o Search Console tem a ferramenta de mudança de endereço. Ela é usada na propriedade do site antigo e avisa o Google da mudança. Para troca de HTTP para HTTPS, de “www” ou de caminho dentro do mesmo domínio, ela não é necessária.
5. Acompanhamento nas semanas seguintes
O Google é direto: espere oscilação temporária de posição durante a mudança. Segundo a documentação, um site pequeno ou médio leva algumas semanas para ter a maioria das páginas processadas no endereço novo, e sites maiores levam mais. Nesse período, alguém precisa olhar o Search Console toda semana, procurar erros 404 e corrigir redirecionamento esquecido. Os redirecionamentos devem ficar no ar por pelo menos 1 ano. O domínio antigo, de preferência, não deve ser abandonado nunca.
E quando muda só a hospedagem?
Trocar de servidor sem mudar endereços é a migração de menor risco, mas ainda tem regra. Na orientação do Google para troca de hospedagem, atualizada em dezembro de 2025, os pontos principais são: baixar o TTL do DNS para algumas horas pelo menos uma semana antes, testar o servidor novo com bloqueio de indexação, confirmar que o Googlebot consegue acessá-lo e só desligar o servidor antigo quando o tráfego dele chegar a zero.
O Google avisa que o ritmo de rastreamento costuma cair logo depois da troca e voltar a subir nos dias seguintes. Não é motivo de pânico, desde que o servidor novo responda rápido e sem erro.
Os erros que mais derrubam o tráfego
Quase toda queda grave depois de uma migração tem uma destas causas:
- Nenhum redirecionamento. O site novo vai ao ar e as URLs antigas viram erro 404.
- Tudo redirecionado para a home. O Google trata isso como página inexistente e descarta a relevância que cada página tinha.
- Redirecionamento temporário no lugar do permanente. O Google continua mostrando a página antiga, que não existe mais.
- Bloqueio de teste esquecido. O
noindexou orobots.txtdo ambiente de teste vai para produção e o site some da busca. - Conteúdo cortado sem critério. O redesign enxuga o texto das páginas que mais traziam visita.
- Domínio antigo cancelado. Os links de outros sites que apontavam para você param de funcionar.
O que exigir antes de assinar
Se você vai contratar um redesign, uma troca de plataforma ou uma mudança de domínio, coloque estas perguntas na mesa:
- Quem faz o mapeamento das URLs antigas e em que formato eu recebo?
- Os redirecionamentos são feitos no servidor, com código 301 ou 308?
- Posso ver o site novo e os redirecionamentos num ambiente de teste antes da virada?
- Quem acompanha o Search Console nas semanas depois do lançamento, e por quanto tempo?
- O domínio, a hospedagem e o acesso ao Search Console ficam no nome da minha empresa?
Se a proposta não fala de migração, a migração não está no preço. Isso vale também para quem está saindo de um construtor para código próprio, um caso que explicamos no comparativo entre site em código ou em Wix, Framer e WordPress.
Como fazemos no Studio
Aqui no Studio Responsivo, os sites que fazemos em código próprio já saem com o básico de busca desde o primeiro dia: dados estruturados, sitemap, llms.txt e robots liberando as IAs. Foi assim com o próprio studioresponsivo.com.br, que roda em português, inglês e espanhol. Numa migração, o mapeamento dos endereços antigos entra no escopo antes do layout, porque é ele que protege as visitas que você já conquistou. O preço é fechado depois do diagnóstico, o prazo fica escrito no contrato e domínio, código e acessos ficam no nome da sua empresa.
Se você vai refazer ou trocar o site de lugar e não quer começar do zero no Google, conheça o nosso trabalho de SEO e GEO para sites de empresa.
Perguntas frequentes
Trocar o site de plataforma faz perder posição no Google?
Não precisa fazer, mas é comum quando os endereços das páginas mudam e ninguém configura os redirecionamentos. Se cada URL antiga levar para a nova com um redirecionamento permanente, o Google transfere os sinais e a oscilação tende a ser curta.
Quanto tempo o Google leva para entender a migração?
Segundo a documentação do Google, um site pequeno ou médio leva algumas semanas para ter a maioria das páginas processadas no endereço novo. Sites maiores levam mais. Oscilação de posição nesse período é esperada.
Posso apagar o domínio antigo depois da migração?
Não tão cedo. O Google recomenda manter os redirecionamentos por pelo menos 1 ano, e o ideal é manter o domínio antigo registrado por tempo indeterminado, porque links de outros sites e favoritos de clientes continuam apontando para ele.
Mudar só a hospedagem também é migração?
É uma migração mais simples, porque os endereços não mudam. Mesmo assim, o Google orienta baixar o TTL do DNS uma semana antes, testar o servidor novo e só desligar o antigo quando o tráfego dele chegar a zero.
Fontes
- Site moves with URL changesGoogle Search Central · 2026-08-20 · EN
- Moving a site to a new hosting serviceGoogle Search Central · 2025-12-10 · EN
- Redirects and Google SearchGoogle Search Central · 2026-04-14 · EN
- How Long Should An SEO Migration Take? (Study Updated)Search Engine Journal · Dan Taylor · 2025-01-08 · EN
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