Notebook aberto numa mesa escura mostrando o esboço de um site, com um calendário de mesa e uma chave de boca ao lado, sob uma luz azul

Quanto custa manutenção de site por mês em 2026

Por Leonel Rocha · Product Designer

· 6 min de leitura

Resposta curtaDados

O custo mensal de manutenção de um site depende de três coisas: a plataforma em que ele foi feito, quantos plugins e integrações ele usa e o que precisa ser atualizado no ano. Some as faturas fixas, como hospedagem e domínio, às horas de trabalho para atualizar, fazer backup e corrigir. Peça esse valor por escrito, com o que está incluído e o que fica de fora.

Resposta curta

O custo mensal de manutenção de um site depende de três coisas: a plataforma em que ele foi feito, quantos plugins e integrações ele usa e o que precisa ser atualizado no ano. Some as faturas fixas, como hospedagem e domínio, às horas de trabalho para atualizar, fazer backup e corrigir. Peça esse valor por escrito, com o que está incluído e o que fica de fora.

36,7%
dos sites WordPress rodam PHP 8.1 ou mais antigo, versões sem correção de segurança, segundo o WordPress.org em outubro de 2026
31/12/2026
é o fim do suporte de segurança do PHP 8.2, usado por cerca de 24% dos sites WordPress
200 dias
é a validade máxima de um certificado de segurança (HTTPS) emitido desde março de 2026

Quem contrata um site costuma perguntar quanto custa fazer. Poucos perguntam quanto custa manter. A resposta aparece meses depois, numa fatura da hospedagem, num aviso de plugin vencido ou num site que amanheceu fora do ar.

Manter um site não é luxo. É o que faz ele continuar seguro, rápido e funcionando depois que a agência entregou. Neste guia eu mostro, com números de fontes públicas de outubro de 2026, o que entra no custo mensal de manutenção de um site, o que muda o preço e o que precisa estar no contrato.

O que você paga todo mês para manter um site no ar

A conta tem duas partes, como em qualquer produto digital.

Custos fixos, que chegam como fatura:

  • hospedagem;
  • domínio, renovado todo ano;
  • e-mail da empresa;
  • plugins e temas pagos, quando o site usa;
  • serviços ligados ao site: formulário, chat, envio de e-mail, mapa, agenda.

Custos de trabalho, que dependem de gente:

  • atualizar a plataforma, os plugins e o tema;
  • testar o site depois de cada atualização;
  • fazer e conferir o backup;
  • acompanhar a segurança e corrigir o que quebrou;
  • pequenas mudanças de texto, foto e página.

A primeira parte é fácil de prever. A segunda é a que mais varia de um site para outro, e é a que mais gente deixa de fora do orçamento. Escrevi sobre a mesma divisão para sistemas e apps em quanto custa manter um sistema ou app no ar. Site tem a mesma lógica, com riscos próprios.

A plataforma do site define boa parte da conta

O maior fator de custo é a forma como o site foi construído. E a plataforma mais comum é o WordPress. Segundo a W3Techs, em 16 de outubro de 2026 ele roda em 39,7% de todos os sites do mundo e tem 58,4% de participação entre os sites que usam um gerenciador de conteúdo.

O WordPress é popular porque é fácil de começar. Mas cada plugin instalado é um software de outro fornecedor, com o próprio calendário de atualização e as próprias falhas. Um site com 5 plugins dá um trabalho. Um site com 40 dá outro, bem maior.

Em resumo, o que mais pesa na manutenção:

  1. Quantidade de plugins e integrações. Cada um precisa ser atualizado e testado.
  2. Tema pronto ou feito sob medida. Tema comprado e muito modificado costuma quebrar nas atualizações.
  3. Loja, área de membros ou formulário com pagamento. Tudo que guarda dado de cliente pede mais cuidado.
  4. Volume de mudanças de conteúdo. Site que muda toda semana precisa de horas reservadas para isso.
  5. Site estático ou com gerenciador. Site sem banco de dados e sem painel tem menos peças para atualizar.

Por isso não existe preço único de manutenção. Dois sites com a mesma aparência podem ter custos muito diferentes por baixo.

PHP sem suporte: o custo que ninguém vê

Cadeado e chave dourada sobre uma prateleira escura, ao lado de um pequeno servidor preto com uma luz azul acesa
A parte da manutenção que não aparece na tela é a que mais protege o site. Imagem: Studio Responsivo

O WordPress roda em cima de uma linguagem chamada PHP. Cada versão do PHP tem data para parar de receber correção de segurança. Segundo a página oficial do PHP, em outubro de 2026 só as versões 8.2, 8.3, 8.4 e 8.5 recebem correções. A versão 8.1 perdeu o suporte em 31 de dezembro de 2025, conforme a lista de versões sem suporte.

Agora o dado que preocupa. As estatísticas públicas do WordPress.org, consultadas em 16 de outubro de 2026, mostram que 36,7% dos sites WordPress rodam PHP 8.1 ou mais antigo. Só o PHP 7.4, sem suporte desde novembro de 2022, aparece em 16,3% dos sites.

E a lista vai crescer em dois meses e meio. O PHP 8.2, usado por cerca de 24% dos sites WordPress, perde o suporte de segurança em 31 de dezembro de 2026. Somando, perto de 6 em cada 10 sites WordPress vão começar 2027 numa versão sem correção, se ninguém atualizar.

Atualizar o PHP não é apertar um botão. Plugin antigo e tema muito alterado costumam quebrar na troca. Alguém precisa testar o site numa cópia, corrigir o que parou e só então publicar. Esse trabalho é manutenção, e precisa estar no orçamento.

Site sem atualização é a porta de entrada mais comum para ataques, como mostrei em o que fazer quando o site é hackeado. Corrigir uma invasão sai sempre mais caro que atualizar antes.

O certificado de segurança agora vence mais rápido

O cadeado do navegador, o HTTPS, depende de um certificado com data de validade. Em abril de 2025, o CA/Browser Forum, que reúne as empresas que emitem certificados e os fabricantes de navegadores, aprovou a redução gradual dessa validade, de 398 dias para 47 dias até março de 2029.

A primeira etapa já está valendo. Segundo a DigiCert, uma das maiores emissoras do mundo, desde 15 de março de 2026 os certificados emitidos valem no máximo 200 dias.

Para você, isso significa uma coisa: certificado renovado na mão, uma vez por ano, deixa de funcionar. A renovação precisa ser automática e alguém precisa conferir se ela rodou. Certificado vencido faz o navegador mostrar um aviso de site inseguro, e o visitante vai embora antes de ler a primeira linha.

Quando a manutenção custa mais que refazer

Há um ponto em que manter fica caro demais. Os sinais mais comuns:

  • cada atualização quebra alguma página;
  • o site depende de um plugin abandonado pelo fornecedor;
  • ninguém consegue trocar o PHP sem refazer metade do tema;
  • a manutenção mensal soma, em dois ou três anos, mais que um site novo.

Nesses casos, vale comparar as duas contas lado a lado. Listei outros sinais em refazer o site da empresa: 7 sinais de que chegou a hora.

O que precisa estar no contrato de manutenção de site

Antes de assinar, confira se o contrato responde por escrito:

  • O que está incluído: atualizações da plataforma, de plugins e do tema, backup, renovação do certificado, monitoramento de queda.
  • O que fica de fora: página nova e mudança de layout costumam ser cobradas à parte.
  • Frequência: de quanto em quanto tempo as atualizações são feitas e testadas.
  • Backup: onde fica, de quanto em quanto tempo, e se alguém já testou restaurar.
  • Prazo de resposta: em quanto tempo começam a resolver se o site cair.
  • Versões: quem acompanha o fim do suporte do PHP e de outras peças, e quem avisa você.
  • Contas e acessos: domínio, hospedagem e painel do site no nome da sua empresa.
  • Relatório: o que foi feito no mês, em linguagem simples.

Se o contrato não fala de backup testado e de acessos, você está pagando por algo que não consegue conferir.

Como fazemos no Studio

No Studio, o custo de manter o site entra na conversa antes de ele ir ao ar. O preço é fechado depois do diagnóstico, e o prazo vai escrito no contrato. O código, os arquivos e os acessos, incluindo domínio e hospedagem, ficam em nome do cliente. A equipe de devs é nossa, e usamos Claude Code e Figma no design e no build.

Todo sistema que entregamos sai com um agente de IA que roda todo dia, aponta falhas, sugere melhorias e confere se os dados fazem sentido. É o tipo de olhar diário que pega uma atualização pendente ou um certificado perto de vencer antes que o visitante veja o problema.

Se o seu site está no ar e você não sabe em que versão ele roda, quando o certificado vence ou quem cuida das atualizações, esse é o trabalho do nosso serviço de manutenção e evolução.

Perguntas frequentes

Quanto devo reservar por mês para a manutenção do site?

Não há valor único que sirva para todo site. Um site estático com poucas páginas pede pouco trabalho; um WordPress com dezenas de plugins, loja e formulários pede muito mais. Liste as faturas fixas, estime as horas de atualização e suporte e peça o total por escrito.

Site sem manutenção para de funcionar?

Quase nunca de um dia para o outro. Ele continua no ar, mas fica com falhas de segurança abertas, plugins que deixam de receber correção e versões de PHP sem suporte. O problema aparece de uma vez, numa invasão ou numa atualização forçada pela hospedagem.

A hospedagem já não faz a manutenção do site?

Em geral, não. A hospedagem cuida do servidor. Atualizar o WordPress, os plugins, o tema e o código do site, testar depois e corrigir o que quebrou costuma ficar com você ou com quem fez o site.

Vale trocar de plataforma para gastar menos com manutenção?

Às vezes vale. Site com muitos plugins e tema antigo pode custar mais por ano para manter do que para refazer de forma mais simples. Compare a soma de dois ou três anos de manutenção com o custo de um site novo.

Fontes

  1. Usage statistics and market share of WordPressW3Techs · 2026-10-16 · EN
  2. WordPress PHP version stats (API)WordPress.org · 2026-10-16 · EN
  3. Supported VersionsPHP.net · EN
  4. Unsupported BranchesPHP.net · EN
  5. Ballot SC081v3: Introduce Schedule of Reducing Validity and Data Reuse PeriodsCA/Browser Forum · 2025-04-11 · EN
  6. TLS/SSL certificate validity changesDigiCert · EN

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Escrito por Leonel Rocha, Product Designer e fundador do Studio Responsivo

Adobe Certified Expert · Adobe Instructor Design & Layout · Google UX Designer

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