
Site para agência de viagens: o que precisa ter para vender
Por Leonel Rocha · Product Designer
· 6 min de leitura
O site de uma agência de viagens precisa de uma página completa por pacote, com preço, o que está incluído e as condições, um pedido de orçamento que leva direto ao WhatsApp e sinais de confiança como CNPJ, endereço e número do Cadastur. O viajante pesquisa sozinho antes de falar com alguém, e o site é onde ele decide se a sua agência merece a conversa.
O site de uma agência de viagens precisa de uma página completa por pacote, com preço, o que está incluído e as condições, um pedido de orçamento que leva direto ao WhatsApp e sinais de confiança como CNPJ, endereço e número do Cadastur. O viajante pesquisa sozinho antes de falar com alguém, e o site é onde ele decide se a sua agência merece a conversa.
- 68%
- das vendas das operadoras da Braztoa foram feitas totalmente online em 2025 (Anuário Braztoa 2026)
- 80%
- das vendas dessas operadoras passaram por agências de viagens (Anuário Braztoa 2026)
- 63%
- dos viajantes brasileiros usaram IA para planejar ou durante a viagem em 2025 (Booking.com)
Viagem é uma compra cara, planejada com meses de antecedência e cheia de dúvida. Quem vai gastar o décimo terceiro numa semana em Maceió ou numa viagem de família para a Europa não fecha no primeiro anúncio. Pesquisa destino, compara hotel, pergunta para a IA, salva prints. Só depois chama alguém.
Para a agência, isso muda onde a venda começa. A conversa no WhatsApp continua sendo o lugar onde o pacote fecha, mas a decisão de chamar a sua agência, e não a outra, acontece antes, no site. Este guia mostra o que o site de uma agência de viagens precisa ter em 2026 para virar pedido de orçamento, e não só visita.
A venda de viagem já acontece na internet, e passa pela agência
Os números do setor mostram as duas coisas ao mesmo tempo. Segundo o Anuário Braztoa 2026, divulgado pela PANROTAS em maio de 2026, as operadoras associadas movimentaram R$ 23,96 bilhões em 2025, o maior valor da série. Desse total, 80% das vendas passaram por agências de viagens. E 68% das vendas foram feitas totalmente online.
Quer dizer: o cliente ainda quer uma agência no meio, mas espera resolver quase tudo pela tela. O mercado interno pesa mais. Foram R$ 18,66 bilhões em viagens dentro do Brasil, cerca de 78% do total, contra R$ 5,30 bilhões em viagens internacionais.
A IA entrou nesse caminho. Uma pesquisa da Booking.com divulgada em maio de 2026 mostra que 63% dos viajantes brasileiros usaram ferramentas de IA para planejar ou durante a viagem em 2025, e 80% pretendem usar em 2026. No Nordeste, foram 66% no ano passado. Mas só 18% já usaram a IA para fechar uma reserva. E, entre quem nunca usou, 35% disseram preferir a recomendação de uma pessoa.
Esse é o espaço da agência. O viajante usa a IA para ter ideias e comparar, e procura gente de confiança para fechar. Se a sua agência não aparece nessa pesquisa, ou aparece com um site que não responde nada, a conversa vai para outra.
As cinco partes que o site de uma agência precisa ter

1. Uma página por pacote, completa
O pacote é o produto. Cada um precisa de uma página própria, com endereço próprio, que dá para mandar por link e que o Google consegue achar. Nela:
- Destino, datas e duração logo no topo.
- O que está incluído e o que não está: aéreo, hotel, traslado, passeios, seguro, refeições.
- Preço ou preço a partir de, com a condição escrita: por pessoa, em quarto duplo, para tal período.
- Formas de pagamento e parcelamento.
- Fotos do hotel e do destino que mostram o que o cliente vai encontrar, e não só o cartão-postal.
- Regras de cancelamento e remarcação.
Isso não é só boa prática. O Decreto 7.962/2013, que regula a oferta pela internet, pede que o site mostre as características essenciais do serviço, as despesas adicionais e as “condições integrais da oferta”, incluindo pagamento e prazo de execução. Pacote com preço escondido e condição vaga confunde o cliente e enfraquece a agência numa reclamação.
2. Roteiros dia a dia
Quem compra viagem quer se imaginar lá. Um roteiro dia a dia, com o que acontece em cada manhã e cada tarde, responde metade das perguntas antes do WhatsApp. Também é o tipo de conteúdo que o Google e as IAs usam para responder buscas como “roteiro de 5 dias em Gramado” ou “o que fazer em Jericoacoara”. Um roteiro bem escrito trabalha por você todo dia.
3. Pedido de orçamento que leva ao WhatsApp
Viagem sob medida não cabe num carrinho de compras. Tem data, número de pessoas, idade das crianças, tipo de quarto, orçamento. O site deve pedir esses dados em poucos campos e mandar o cliente para o WhatsApp com a mensagem já preenchida: destino, datas e quantas pessoas. Assim o atendente começa a conversa sabendo o que oferecer, e não perguntando tudo de novo.
O botão de WhatsApp precisa estar visível em toda página de pacote, no celular, sem cobrir o conteúdo.
4. Sinais de que a agência é de verdade
Viagem envolve muito dinheiro pago antes de embarcar. O cliente quer saber se a agência existe. O site precisa mostrar:
- Razão social, CNPJ e endereço, que o mesmo decreto exige de quem vende online.
- Número do Cadastur. A Lei Geral do Turismo, no artigo 22, diz que só pode prestar ou intermediar serviços turísticos para terceiros quem está cadastrado no Ministério do Turismo. Mostrar o número é a forma mais simples de provar isso.
- Depoimentos de clientes, com nome e destino, e o link para as avaliações no Google.
- Quem atende: fotos e nomes da equipe. Gente vende viagem para gente.
5. Pensado para o celular e para ser encontrado
A maior parte dessa pesquisa acontece no celular, muitas vezes no intervalo do trabalho. Página lenta, foto pesada e menu que não abre com o polegar fazem o cliente voltar para a busca. E, como a IA virou parte do planejamento, o site precisa estar pronto para ela: dados estruturados em cada pacote, perguntas frequentes escritas como o cliente pergunta e conteúdo que a IA consegue ler. Explicamos esse caminho em detalhe no guia sobre como fazer sua empresa aparecer no ChatGPT e no Google.
Os erros mais comuns no site de agência de viagens
- Pacote só em imagem. Arte do Instagram colada no site não é lida pelo Google, não abre bem no celular e não dá para atualizar o preço.
- “Consulte valores” em tudo. Sem nenhuma referência de preço, o cliente não sabe se a agência é para o bolso dele e vai embora.
- Pacote vencido no ar. Saída de julho ainda à venda em outubro passa a impressão de agência parada.
- Formulário longo. Quinze campos antes do primeiro contato afastam quem só queria uma ideia de valor.
- Site que depende de um fornecedor para tudo. Se cada pacote novo precisa de um pedido ao desenvolvedor, o site para de ser atualizado na segunda semana.
Como fazemos no Studio
Turismo é um setor que conhecemos de perto. Colocamos no ar o AI Vou Eu, um SaaS de turismo com IA, em 4 semanas. Também desenhamos a landing page do Glad, um planejador de viagens com IA, que precisava explicar um produto novo para quem nunca tinha ouvido falar dele.
No site de uma agência, o que vende é o cadastro de pacotes. Ele precisa ser fácil para a equipe, para que publicar uma saída nova não vire um pedido ao desenvolvedor. Cada pacote vira uma página com preço, condições e roteiro, e o botão leva ao WhatsApp com a mensagem pronta. Os sites que fazemos em código próprio já vão ao ar com SEO e GEO desde o primeiro dia: dados estruturados, sitemap, llms.txt e robots liberando as IAs.
O preço do projeto é fechado depois do diagnóstico, e o prazo fica escrito no contrato. O domínio, o código, os arquivos e os acessos ficam no nome da agência, e não no nosso.
O que isso muda para você
Se você tem uma agência, faça um teste simples. Abra o seu site no celular e tente responder, em um minuto, três perguntas sobre um pacote: quanto custa, o que está incluído e como falar com alguém. Se alguma delas ficou sem resposta, o cliente também ficou.
O viajante de 2026 pesquisa sozinho, usa IA e compra pela tela. Mas ainda quer uma agência de confiança no meio. O site é onde você mostra que é essa agência. Se é hora de colocar o seu no ar ou refazer o que você tem, veja como trabalhamos em criação de sites para empresas.
Perguntas frequentes
Se eu vendo pelo Instagram e pelo WhatsApp, preciso de site?
Precisa. O Instagram mostra o pacote, mas não aparece bem no Google nem nas respostas das IAs, e não guarda as condições da oferta num lugar só. O site organiza pacotes, roteiros e regras, e manda o cliente pronto para o WhatsApp.
Devo colocar o preço do pacote no site?
Sempre que der, sim, nem que seja um preço a partir de, com data e condição. O Decreto 7.962/2013 pede que quem oferta online informe as condições integrais da oferta e as despesas adicionais. Pacote sem preço gera curiosidade, mas também gera contato que não vira venda.
Preciso mostrar o Cadastur no site?
A Lei 11.771/2008 diz que só pode vender serviços turísticos a terceiros quem está cadastrado no Ministério do Turismo. Mostrar o número no rodapé é um sinal de que a agência é regular e ajuda o cliente que vai pagar caro por uma viagem a confiar em você.
O site pode vender o pacote direto, com pagamento online?
Pode, mas a maioria das agências ganha mais começando pelo orçamento. Viagem tem data, quantidade de pessoas e quarto, e a conversa ajusta isso. O pagamento online faz mais sentido para produtos fechados, como passeios e saídas em grupo com data marcada.
Fontes
- Operadoras Braztoa movimentam recorde de R$ 24 bilhões em 2025; agências lideram vendasPANROTAS (dados do Anuário Braztoa 2026) · Pedro Menezes · 2026-05-28
- Booking aponta avanço da IA entre viajantes brasileirosTAGD Advogados (com Hotelier News, pesquisa Booking.com) · 2026-05-15
- Lei nº 11.771/2008 (Lei Geral do Turismo), art. 22LegJur (texto da lei federal) · 2008-09-17
- Decreto nº 7.962, de 15 de março de 2013: dispõe sobre a contratação no comércio eletrônicoProcon Goiás (texto do decreto federal) · 2013-03-15
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