
Relatório mensal do site: o que você deveria receber todo mês
Por Leonel Rocha · Product Designer
· 7 min de leitura
Todo mês, quem cuida do seu site deveria entregar um relatório curto com cinco blocos: o site ficou no ar, ficou rápido, foi atualizado, apareceu no Google e nas respostas de IA, e gerou contatos. Cada bloco precisa ter um número comparado ao mês anterior e o que vai ser feito a seguir. Se o relatório só lista tarefas, você não sabe se o site melhorou ou piorou.
Todo mês, quem cuida do seu site deveria entregar um relatório curto com cinco blocos: o site ficou no ar, ficou rápido, foi atualizado, apareceu no Google e nas respostas de IA, e gerou contatos. Cada bloco precisa ter um número comparado ao mês anterior e o que vai ser feito a seguir. Se o relatório só lista tarefas, você não sabe se o site melhorou ou piorou.
- 48%
- dos sites passam nas Core Web Vitals no celular, segundo o Web Almanac 2025 do HTTP Archive
- 62%
- dos sites têm carregamento do maior elemento (LCP) considerado bom no celular, a métrica mais fraca das três
- 31/08/2026
- é a data em que o Google liberou, para todos os sites, o relatório de presença nas respostas de IA do Search Console
Você paga a manutenção do site todo mês. A fatura chega na data certa. O que quase nunca chega é a resposta para uma pergunta simples: o site está melhor ou pior do que no mês passado?
Na maioria das empresas, essa resposta só aparece quando algo dá errado. O formulário parou de enviar há três semanas, o site ficou lento depois de uma atualização, as visitas do Google caíram e ninguém avisou. O relatório mensal existe para que você saiba disso antes. Neste guia eu mostro o que ele precisa ter, que números pedir e como perceber quando o relatório está escondendo mais do que mostra.
Por que a maioria dos relatórios não serve para nada
O relatório mais comum que vejo é uma lista de tarefas: “plugins atualizados”, “backup realizado”, “ajuste no rodapé”. Ele prova que alguém trabalhou. Não prova que o site está bom.
Um relatório útil responde a perguntas de negócio, não de bastidor. O site ficou no ar? Ficou rápido para quem visita pelo celular? Apareceu para quem procura o que você vende? Gerou contatos? Para cada resposta, um número, o número do mês anterior e o que vai ser feito.
A diferença parece pequena. Na prática, é a diferença entre pagar por horas e pagar por um site que funciona. Lista de tarefas mede esforço. Número comparado mede resultado.
Os 5 blocos que o relatório mensal do site precisa ter
Um bom relatório cabe em uma ou duas páginas. Ele tem cinco blocos, sempre na mesma ordem, para que você compare um mês com o outro sem esforço.
- Disponibilidade. Quanto tempo o site ficou fora do ar no mês, quantas vezes caiu e quanto demorou para voltar.
- Velocidade. As três métricas das Core Web Vitals do Google no celular, com a situação de cada uma.
- Manutenção e segurança. O que foi atualizado, o que ficou pendente e por quê, quando foi o último backup testado e quando vence o certificado de segurança.
- Busca e IAs. Impressões e cliques no Google, as páginas que mais trouxeram visita e a presença do site nas respostas de IA do Google.
- Contatos. Quantos formulários, cliques no WhatsApp ou pedidos de orçamento o site gerou, e se algum desses caminhos falhou no mês.
No fim, um parágrafo com o que vai ser feito no próximo mês e o que depende de você. É ali que o relatório deixa de ser prestação de contas e vira plano.
Velocidade: o número que mais piora sem ninguém perceber
Site não fica lento de uma vez. Ele fica lento aos poucos: uma imagem pesada no topo, um plugin novo, um script de anúncio a mais. Cada mudança parece pequena. Somadas, fazem o visitante desistir antes de a página abrir.
O dado público mostra que esse é um problema comum. Segundo o Web Almanac 2025 do HTTP Archive, publicado em janeiro de 2026, só 48% dos sites passam nas Core Web Vitals no celular. No computador, 56%. O número melhorou: em 2021 eram 32% no celular. Mas ainda significa que mais da metade dos sites entrega uma experiência que o próprio Google considera abaixo do bom em telas pequenas.
A métrica mais fraca é o LCP, o tempo até o maior elemento da tela aparecer, normalmente a foto principal ou o título. Segundo o mesmo estudo, só 62% dos sites têm LCP bom no celular. As outras duas métricas vão melhor: 77% têm boa resposta ao toque (INP) e 81% têm layout estável (CLS).
O que pedir no relatório: as três métricas, com dados de usuários reais. O relatório de Core Web Vitals do Search Console usa os dados do Chrome dos últimos 28 dias e define como bom um LCP de até 2,5 segundos, um INP de até 200 milissegundos e um CLS de até 0,1. Se alguma métrica saiu de “bom”, o relatório precisa dizer qual página piorou e o que vai ser corrigido. Mostrei quanto a velocidade pesa na venda em velocidade de landing page e conversão.
Busca e IAs: o bloco que mudou em 2026

Até o ano passado, o bloco de busca era simples: impressões, cliques e posição no Google. Isso continua valendo. Mas uma parte crescente das buscas termina numa resposta escrita pela IA do Google, e até pouco tempo atrás o dono do site não tinha como saber se aparecia nela.
Isso mudou. Em 3 de junho de 2026, o Google anunciou relatórios de desempenho em IA generativa no Search Console, com visões separadas para as Visões Gerais criadas por IA, o Modo IA e os recursos de IA do Discover. O relatório mostra com que frequência as páginas do seu site apareceram nessas respostas, quais páginas, em quais países e em quais aparelhos. Segundo a nota publicada no mesmo anúncio, desde 31 de agosto de 2026 o recurso está liberado para todos os sites do mundo.
Uma ressalva importante: o anúncio fala de impressões, não de cliques. O relatório diz se o seu site apareceu na resposta, não quantas pessoas clicaram a partir dela. Ainda assim, é o primeiro número oficial do Google sobre presença nas IAs, e ele precisa entrar no seu relatório mensal a partir de agora.
O que pedir: impressões e cliques no Google comparados ao mês anterior, as cinco páginas que mais trouxeram visita, e as impressões nas respostas de IA, com as páginas que apareceram. Se as visitas caíram e as impressões em IA subiram, a conversa é outra, como expliquei em tráfego do site caiu com a IA do Google.
Contatos: o único número que paga a conta
Velocidade e posição no Google são meios. O fim é o contato: o formulário enviado, o clique no WhatsApp, o pedido de orçamento. É o bloco que mais falta nos relatórios, e o que mais importa para quem paga.
Ele tem duas partes. A primeira é a contagem: quantos contatos o site gerou no mês e de quais páginas eles vieram. A segunda é a checagem: alguém testou se o formulário chega na caixa certa, se o botão do WhatsApp abre a conversa e se o número de telefone está certo. Formulário quebrado não dá erro na tela. Ele simplesmente para de entregar, e você só descobre quando percebe que o telefone ficou quieto.
Se o relatório traz visitas mas não traz contatos, peça. Se o fornecedor diz que não consegue medir, esse é o primeiro problema a resolver.
Sinais de que o relatório está escondendo algo
Alguns padrões aparecem com frequência e merecem uma pergunta direta:
- Só tarefas, nenhum número. Você sabe o que foi feito, não sabe o que mudou.
- Número sem comparação. “5.200 visitas” não diz nada sem o mês anterior.
- Só os números que subiram. Se todo mês tudo melhora, alguém está escolhendo o que mostrar.
- Nenhuma pendência. Todo site tem algo esperando: uma atualização que quebra um plugin, uma página lenta. Relatório sem pendência é relatório incompleto.
- Ferramentas no nome do fornecedor. Se o Search Console e a análise de visitas estão no e-mail da agência, você não consegue conferir nada e perde o histórico se trocar de empresa.
O último ponto é o mais sério. Os acessos precisam estar em nome da sua empresa. O relatório resume, mas a fonte precisa estar na sua mão. Falei mais sobre o que entra no contrato em quanto custa manutenção de site por mês.
Como fazemos no Studio
No Studio, código, arquivos e acessos ficam em nome do cliente, incluindo domínio, hospedagem e as ferramentas do Google. Assim, qualquer número que mostramos pode ser conferido na fonte. O preço da manutenção é fechado depois do diagnóstico, e o prazo vai escrito no contrato.
Os sites que fazemos em código próprio saem com SEO e GEO desde o primeiro dia: dados estruturados, sitemap, llms.txt e robots liberando as IAs. Um exemplo é a página de vendas da Conversão Visual, que tirou nota 99 de 100 no Lighthouse do Google em outubro de 2026. Nota alta no lançamento é o ponto de partida. O relatório mensal é o que garante que ela não caia sem ninguém ver.
E todo sistema que entregamos sai com um agente de IA que roda todo dia, aponta falhas, sugere melhorias e confere se os dados fazem sentido. É o tipo de olhar que pega uma página que ficou lenta ou um formulário que parou antes do fim do mês.
Se hoje você paga a manutenção do site e não sabe dizer se ele melhorou ou piorou, esse é o trabalho do nosso serviço de manutenção e evolução.
Perguntas frequentes
Quem deve me enviar o relatório mensal do site?
Quem faz a manutenção: a agência, o estúdio ou o freelancer contratado para cuidar do site depois da entrega. Se ninguém tem essa obrigação no contrato, ninguém vai mandar. Peça que o relatório entre no escopo, com data fixa de envio.
Preciso entender de tecnologia para ler o relatório?
Não deveria. Um bom relatório usa linguagem simples, mostra poucos números comparados ao mês anterior e diz o que vai ser feito. Se você precisa pedir explicação de cada linha, o relatório foi feito para o fornecedor, não para você.
Posso conferir os números sozinho?
Pode, e deve ter acesso para isso. O Google Search Console e a ferramenta de análise do site precisam estar em nome da sua empresa, com o seu e-mail como proprietário. Assim você confere o relatório e não perde o histórico se trocar de fornecedor.
Relatório mensal serve para site pequeno?
Serve, no tamanho dele. Um site institucional de poucas páginas pode ter um relatório de uma página só. O que não pode é passar meses sem ninguém olhar se ele está no ar, rápido e gerando contato.
Fontes
- Performance (Web Almanac 2025)HTTP Archive · Himanshu Jariyal, Prathamesh Rasam, Humaira e Aaron T. Grogg · 2026-01-15 · EN
- Introducing Search Generative AI performance reports in Search ConsoleGoogle Search Central · Hillel Maoz e Moshe Samet · 2026-06-03 · EN
- Core Web Vitals reportGoogle Search Console Help · EN
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